Qual Cruz Você Escolheria, da Rejeição ou Aceitação?

Amados irmãos,

Conta-se que um menino viajava de carro com seu pai, numa perigosa estrada. Ficou impressionado com tantas cruzes ao longo do caminho. Perguntou ao pai: Pai, porque há tantas cruzes aqui? O pai respondeu: cada uma dessas cruzes, meu filho, representa alguém que morreu.

E você, fica impressionado, quando vê uma cruz à beira do caminho? A cruz sempre lembra a morte. Hoje vamos falar das três cruzes do Calvário.

Na Bíblia lemos: “Quando chegaram ao lugar chamado Calvário (que quer dizer caveira), ali O crucificaram, bem como aos malfeitores, um à direita, outro à esquerda.” (Lucas 23:33) Tentemos imaginar a cena: Depois de ter sido julgado injustamente e condenado, Jesus foi crucificado, como um criminoso comum, entre outros criminosos.

Uma grande multidão formada por autoridades, soldados e povo comum presenciou a cena. Havia três cruzes no Calvário, e na cruz central estava um Homem especial, o Senhor Jesus Cristo. Parece que a multidão não estava muito preocupada com os outros dois criminosos. É certo que eles haviam cometido delitos e mereciam pagar o preço de suas faltas. As atenções, no entanto, estavam voltadas ao homem Jesus, na cruz do centro.

Vamos dar um nome a cada cruz. À cruz central chamaremos de Redenção; à da esquerda, Rejeição, e à da direita, Aceitação. Na cruz central, Jesus Cristo morria como oferta pelo pecado; na cruz da direita, um ladrão morria para o pecado; e na cruz da esquerda, outro ladrão morria; mas em seus pecados.

Meditemos um pouco na cruz que tem o nome de Rejeição. Nela estão representados todos os que buscam alcançar sua salvação por esforços pessoais. Nela estão aqueles que como as autoridades dizem: “Salvou aos outros; que se salve a Si mesmo, se é de fato Cristo de Deus, O escolhido” (Lucas 23:35). Lá também estão os outros, como o soldado, e dizem: “Se Tu és o rei dos judeus, salva-te a Ti mesmo.” (Lucas 23:37).

Na cruz da Rejeição estão aqueles que como o ladrão dizem: “Não és Tu o Cristo? Salva-te a Ti mesmo e a nós também.” (Lucas 23:39). Todos aqueles que buscam a salvação pelos seus próprios esforços, estão nesta cruz, a cruz da Rejeição. A parte mais triste da história do ladrão que estava sobre a cruz, ao lado de Jesus, é que ele se perdeu, tendo a salvação ao alcance de suas mãos, bem ao seu lado.

Tão perto de Jesus e da Salvação, mas ainda assim, totalmente perdido. Na cruz central, Jesus Cristo, o Homem perfeito, oferecia um sacrifício perfeito para redimir todos os pecadores.

À direita de Jesus estava o “bom ladrão”, como é chamado. É muito estranho dizer: “bom ladrão”. Pois bem, se este não era, tornou-se um “bom ladrão”, isto é, deixou de ser ladrão para ser um homem rumo à salvação. Impressionado com a postura, o equilíbrio e o controle de Jesus sentindo tanta dor, sofrimento e tortura, ao ver seu colega zombar dizendo: “Não és Tu o Cristo? Salva-Te a Ti mesmo e a nós também” (Lucas 23:39), não suportou o peso da consciência e disse: ”Nem ao menos temes a Deus estando sob igual sentença? Nós, na verdade com justiça, porque recebemos o castigo que nossos atos merecem; mas este nenhum mal fez” (Lucas 23:40,4).

O ladrão da cruz da Aceitação aceitava e reconhecia a pena de seus crimes, mas não estava preparado para além da morte. Estava preso, crucificado, não podia fazer nada a não ser pensar e falar. Naquelas horas de sofrimento ele, resignado junto à presença do Altíssimo na pessoa do Senhor Jesus, espontaneamente clamou: “Jesus, lembra-te de mim quando entrares no Teu reino” (Lucas 23:42). Como estas palavras devem ter tocado o coração de Jesus!

Em meio à zombaria, ao escárnio e à irreverência, alguém o chamou Senhor. Era a sua última esperança, sua última oportunidade. O jovem na cruz da Aceitação não podia ir à sinagoga confessar seus pecados; não podia procurar aqueles de quem furtara para pedir perdão e devolver o furtado. Não podia ser batizado. Nada podia fazer senão exercer a fé, e fé em Cristo. Isto ele fez, e graças a Deus, foi salvo. O ladrão esperou ansioso por uma resposta, e esta veio de pronto. Então Jesus disse: “Na verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” (Lucas 23:43). E assim somente por crer, o ladrão convertido recebeu a certeza da vida eterna. Naqueles últimos momentos de sua vida recebeu o perdão de todos os pecados e a certeza da salvação.

No calvário havia três cruzes: No centro, Jesus Cristo com seus braços abertos, como que abraçando o mundo todo - todos os pecadores, num gesto de convite, amor e salvação. O homem, Jesus Cristo, morria para pagar os preços dos pecados de todos os homens. O seu corpo estendido entre o Céu e a Terra bem significava que Ele era, e é, o elo de ligação entre Deus e o homem. O pecado trouxera a separação, ruína e morte. Jesus Cristo restabeleceu a ligação entre o céu e a terra, fazendo com que o homem e o Pai pudessem estar reconciliados e unidos de novo.

No Calvário havia outras duas cruzes além da de Jesus. Em um dos lados, um homem pendurado na cruz da Rejeição, morria sem fé, sem esperança e sem Deus. Morria perdido, em seus pecados, sem perdão, estava perdido para sempre. Este homem tivera as mesmas oportunidades que o outro, mas não as aproveitou, e finalmente morreu, sem salvação.

Na outra cruz, a da Aceitação, um homem lutava com a consciência. Todo o mal de sua vida lhe era patente e conhecido. Ele se sentia perdido e desesperadamente só, abandonado por todos. Então teve certeza de que aquele que estava ao seu lado era O Messias, O Salvador do Mundo, sua única esperança. Ele creu no Messias, entregou-se a Ele, pediu-lhe perdão e foi aceito.

Cada um de nós é colocado hoje numa posição de escolha: ou aceitamos a salvação que nos é oferecida em Cristo ou rejeitamos este oferecimento. Tudo depende de nossa escolha; mas sobre nós repousam as consequências de vida eterna ou perdição.

No Calvário havia três cruzes: Uma da Redenção onde Jesus deu Sua vida por nós. Nas outras duas, dois homens lutavam: Um aceitou a salvação, entregando-se a Jesus. Outro rejeitou a Cristo e perdeu a salvação.

Que Deus nos ajude a escolhermos a Cristo, pois somente através Dele herdaremos a vida eterna.

Feliz Páscoa a todos os irmãos e boa leitura!